História da AFA S.C.L.
A Federação Agrária Argentina nasce logo depois da proeza do “Grito de Alcorta” de agosto de 1912. A entidade gremial, que desenvolve uma luta exemplar pelas reivindicações dos autênticos agrários, teve multiplicadas suas seções (hoje chamadas filiais) em numerosas localidades e coletivos do país que, além de realizar atividades mutualistas ofereciam serviços de distribuição de sementes, sacos e outros insumos, atuando a modo de cooperativa.
No início da década de 1930, a Federação Agrária Argentina sofria os efeitos de um contexto sumamente negativo: de um lado, uma grave crise política, resultado da queda da ordem democrática e dos impactos sociais e econômicos derivados da primeira crise financeira mundial do ano de 1929; do outro, no plano estritamente institucional, o abalo profundo dos setores que representavam interesses contrários.
Dada a situação, em 3 de novembro de 1932, e com o objetivo de manter a prestação de serviços como cooperativa, vinte e oito chacareiros oriundos de vinte e seis seções localizadas em três províncias (Santa Fé, Buenos Aires e Córdoba), e por iniciativa da Federação Agrária Argentina, fundaram a Agricultores Federados Argentinos.
É relevante destacar a Visão dos fundadores e primeiros continuadores sobre a concepção da Cooperativa como uma extensão da chácara e como instrumento de dignificação da família agrária.
Consolidação administrativa
Desde sua fundação e até o ano de 1950, a estrutura administrativa da A.F.A. possuía algumas diferenças com a atual, abrangendo sua área de influência grande parte das províncias de Santa Fé, Córdoba e Buenos Aires, além de parte considerável da província de Entre Rios.
A partir de 1950 é iniciada uma fase de consolidação institucional com a criação dos Centros Cooperativos Primários, dotados de Sub-Conselhos (atualmente denominados Conselhos de Assessoria Locais) e de pessoal permanente, possibilitando à AFA dar começo a sua configuração atual.
No plano interno da AFA, a posta em vigor do Regulamento Estrutural Econômico durante a segunda metade da década de 50 resultou fundamental. Este regulamento determina as bases da solidariedade na prática da atividade entre os diferentes Centros Cooperativos Primários: se um deles tiver dificuldades (quer sejam elas econômicas, financeiras, institucionais, etc.) o resto dos Centros, de maneira solidária, realiza uma contribuição concreta para solucioná-la. Aquele que recebe a ajuda –na parte financeira-, quando se restabelece devolve a quantia emprestada. Trata-se de um verdadeiro Um por Todos e Todos por Um.
Primeira exportação: um grande sucesso
A primeira exportação de cereais, realizada em 1960, representou um marco na vida da cooperativa. No histórico do exercício 1958-1959 explica-se que “...as gestões cujo objetivo é organizar operações de exportação de grãos em forma direta foram encaminhadas. A modo de ensaio preliminar foram realizadas diversas operações obtendo-se resultados satisfatórios...”.
No exercício seguinte (1959-1960) foram continuadas as gestões com o intuito de organizar de modo definitivo o Setor de Exportação.
Depois de realizar os estudos necessários, foram instalados os escritórios pertinentes em local próprio da Cooperativa, especialmente adquirido para essa finalidade, situado na rua Lavalle 652, 9no andar, da Capital Federal.